Por Carlos R. Dean
Agora se aproximavam e já podiam observar no horizonte o que parecia ser uma gigante floresta em um minúsculo pedaço de terra flutuando no oceano. Ao contrário do que as lendas contavam a respeito daquele suposto lugar, ainda era dia. Segundo o que as pessoas contavam através de gerações, existia uma ilha no caminho para as Terras Geladas Do Sol Poente onde sempre era noite. Ouvia-se que a floresta tinha vida, as plantas eram conscientes e atacavam quem quer que se atrevesse a entrar em seus domínios. A imagem que eles viam agora que estavam se aproximando da coisa não era totalmente diferente.
Uma pequena faixa de areia circundava o lugar, e então a poucos metros da margem iniciava-se uma densa e fechada floresta. Tânia tinha a impressão que se entrassem naquele lugar eram capazes de nunca mais encontrar a saída. Mas em um primeiro momento, com o sol refletindo nas distantes folhas verdes e as ondas batendo na margem, parecia-se muito com os limites de Nova Batente. Cactus continuava concentrado nos comandos daquele barco que o Estranho havia lhes emprestado dois dias antes. Irulahn contemplava a água embaixo deles, perdida em seus pensamentos e Tânia sentiu um arrepio frio lhe varar a espinha. Estavam a exatas duas noites e dois dias viajando no lento e barulhento barco mecânico. O sol incansável e o balanço do mar havia os deixados completamente exaustos e quase loucos.
- Falta pouco. Estamos quase chegando. Ele gritava eufórico.
Esse garoto está sempre disposto pensou
Tânia como já havia pensado tantas outras vezes. Mas ao contrário de Cactus ela
e Irulahn não se sentiam nem um pouco motivadas em desembarcar naquele lugar
desconhecido e macabro.

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